terça-feira, 20 de setembro de 2016
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
terça-feira, 3 de maio de 2016
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
FECHAMENTO CONCEITUAL
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
FECHAMENTO CONCEITUAL
Em 2014, eu queria escrever sobre a mulher, mas optei por fazer um fechamento conceitual do blog Adu Verbis, deixando a ideia de escrever sobre a mulher amadurecer em silêncio. Enquanto isso, continuarei revisando alguns textos que, há anos, tento dar uma visão final. Quanto ao tema da mulher, não considero complicado, mesmo com toda a complexidade que envolve o que chamamos de mulher. Minha dúvida é se sigo a linha schopenhaueriana (“O que faz as mulheres particularmente aptas para cuidar de nós e nos educar na primeira infância é que elas mesmas continuam sendo infantis, fúteis e limitadas de inteligência.”) ou a linha de Gloria Steinem (“A verdade te libertará. Mas primeiro, ela vai te enfurecer.”).
Espero não perder o interesse pelo tema e conseguir falar sobre a mulher sem cair no machismo volitivo, nem no femichismo volitivo. Nietzsche chamou Arthur Schopenhauer de o maior educador do Ocidente, acima de Sócrates, porque Schopenhauer ensina sobre a prisão em que vivemos, e cabe a cada um encontrar sua própria liberdade volitiva.
Bom 2014 e escute Tons of Sobs da Banda Free, com suas toneladas de soluços.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
LIONEL MESSI

Na história do futebol, há exemplos de jogadores que, com a bola nos pés, expressaram simultaneamente talento, elegância e inteligência. Entre os três melhores jogadores da atualidade — Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar —, Messi é o que menos tem elegância no toque de bola. Cristiano Ronaldo, embora não seja uma referência absoluta em elegância ao correr com a bola, mantém uma certa graciosidade que Messi não possui.
Messi é um jogador de talento, e seus resultados comprovam esse talento. No entanto, não tem a elegância com a bola nos pés que marcaram seus compatriotas Di Stéfano e Maradona. Há algo em Messi que bloqueia sua elegância corporal, que deveria emergir naturalmente pelo fato de ser um grande jogador. Com a bola no pé, ele se comporta como um deus que se dissolve no jogo, mas um deus destituído de graça corporal.
A bola gruda em seu pé como se fosse uma extensão dele, e ele, uma extensão da bola. Se analisarmos seus gols, do primeiro como profissional até os mais recentes, notamos um padrão tautológico: todos seguem os mesmos gestos. Falta ao Messi a graça dos movimentos e a elegância que havia nos gols de Maradona.
Messi, apesar de seu talento inegável, não herdou a leveza e a sofisticação gestual de Ademir da Guia, Garrincha, Pelé, Zico, Falcão ou Zidane. Seu corpo guarda uma certa rigidez, uma mudez expressiva que lembra a forma de comunicação corporal das pessoas com síndrome de Down.
Não digo isso para denegrir Messi nem aqueles que têm a síndrome, mas para ilustrar que a comunicação quinésica (quinésica é um tipo de comunicação não verbal que ocorre por meio dos movimentos corporais) de seu corpo não transmite a mesma elegância dos jogadores citados. Ou talvez seja uma limitação minha, uma deficiência perceptual que me impede de enxergar elegância no futebol de Lionel Messi.